4 sintomas que você sentirá antes de um ataque cardíaco

Inicialmente pode sofrer aquilo que os médicos chamam de 'ataque silencioso'. Investigadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, afirmam que é comum que ataques cardíacos tenham os seus sintomas não reconhecidos, principalmente quando falamos do ‘ataque silencioso’ – ou enfarte do miocárdio –, que apresenta um risco sério de morte. E, quando o assunto é sobreviver a um ataque cardíaco, há uma forte relação com o tempo que se leva para socorrer a vítima.

4 sintomas que você sentirá antes de um ataque cardíacoSó nos Estados Unidos, estima-se que 200 mil pessoas sofram ataques cardíacos todos os anos sem que se apercebam. Esse tipo silencioso de ataque corresponde a 25% do total de ataques do coração, ou seja: trata-se de realmente um sério problema de saúde.

Nesse sentido o cardiologista Chauncey Crandall elaborou, e partilhou com a revista TIME, algumas dicas para fazer com que, caso venha a passar por essa situação, consiga facilmente reconhecer os sinais e pedir ajuda a tempo.

Crandall explica que o corpo humano avisa dias, semanas e até meses antes de que está prestes a sofrer um ataque cardíaco. O problema é que esses sinais são vagos, silenciosos e podem, inclusive, ser completamente indolores; muitas pessoas nem se apercebem que estão de facto relacionados com o coração.

Sintomas

De acordo com o cardiologista, é necessário estar atento à presença de quatro sinais específicos e não têm nada a ver com o que costuma ver nos filmes, ou seja quando alguém coloca a mão no peito, sente-se mal e cai ao chão; embora esse tipo de ataque exista, é o menos comum.

Crandall explica ainda que a diferença entre um ataque cardíaco e um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é qual artéria é bloqueada: a que irriga o cérebro ou a que irriga o coração.

Como tal deve estar atento aos seguintes sintomas:

Dor no peito: É sem dúvida o sintoma mais comum. É importante, porém, que saiba que existem dois tipos preocupantes de dores no peito: a primeira é aquela que sente por todo o corpo; a segunda, que ocorre apenas nas regiões esquerda e central, podendo percorrer o braço esquerdo. Essa dor pode dar-se de maneiras diferentes: ir e vir várias vezes, com uma dor breve; mais dor e maiores intervalos. O desconforto, menos ou mais intenso, vai existir de qualquer forma.

Falta de ar: Mesmo se não tiver dores no peito, a falta de ar pode ser um forte indicador de ataque cardíaco. Um estudo publicado no Reino Unido indica que, entre as pessoas que sofreram ataques cardíacos, três em cada cinco tinham falta de ar – o que inclui pacientes que não apresentaram dor alguma no peito. A falta de ar pode aparecer antes ou durante um ataque cardíaco. Na presença desse sintoma, não deixe de procurar um médico.

Indigestão ou azia: Tal ocorre porque o corpo nem sempre sente a dor diretamente. As células nervosas do estômago estão localizadas perto do coração, o que faz com que essas duas situações – azia e ataque cardíaco – possam ser confundidas.

Náuseas e vômitos: Estas duas características são geralmente classificadas como atípicas quando o assunto é ataque cardíaco, mas explica que já percebeu a ocorrência desses sintomas em muitos dos seus pacientes. É importante entender que, nesse caso, os sinais ocorrem juntamente com outros, e quase nunca sozinhos. É lógico que deve sempre ficar atento antes de entrar em desespero. Na dúvida, consulte um médico para saber como está a saúde do seu coração. 

Fonte: Lifestyle ao minuto

Sarampo: Começa hoje vacinação preventiva

A partir desta quinta-feira (22), as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é preventiva e deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de dose zero, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.

“Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral mais varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses”, esclarece o ministério.

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.
Sarampo: vacinação preventiva começa hoje. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pasta enviará 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A medida é uma resposta imediata do ministério devido ao aumento de casos da doença.

“Nós estamos preocupados com essa faixa etária porque em surtos anteriores foram as crianças menores de um ano que evoluíram para casos mais graves e óbitos. Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

De acordo com o ministério, o país registrou nos últimos 90 dias, entre 19 de maio a 10 de agosto deste ano, 1.680 casos confirmados de sarampo, em 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,80 por 100.000 habitantes.

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o ministério, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, também orienta estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas.

Agencia Brasil  

ALERTA: Ministério da Saúde tira dúvidas sobre transmissão do sarampo

No último balanço apresentado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registou, entre os dias 5 de maio e 3 de agosto, 907 casos confirmados de sarampo em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

A vacinação contra o sarampo é essencial para evitar novos casos : A doença circula no país desde dezembro de 2017 e o ressurgimento do vírus, que não era registrado desde 2015, fez o país perder o Certificado de Eliminação do Sarampo, entregue pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).  A doença é altamente contagiosa. Pode ser transmitida pela respiração, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Para tirar dúvidas sobre o sarampo, a Agência Brasil entrevistou diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Júlio Croda. 

 

Agência Brasil: Quais são os principais sintomas do sarampo?
Júlio Croda: Os principais sintomas são febre e pele avermelhada, conhecida como exantema. Também podem ser apresentados coriza e conjuntivite.

Agência Brasil: O contágio da doença é fácil?
Croda: É muito fácil. O sarampo é uma doença transmitida pelo ar, por gotículas e é o que apresenta a maior transmissibilidade das doenças transmitidas pelo ar. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 15 a 20 pessoas em um mesmo ambiente.

Agência Brasil: Existe risco de morte?
Croda: Existe para alguns grupos populacionais especiais, principalmente crianças desnutridas, imunossuprimidos e crianças abaixo de um ano.

Agência Brasil: Como a doença pode ser detectada?
Croda: A doença geralmente é detectada através dos sinais e sintomas clínicos. Também existe o exame laboratorial que pode confirmar a doença.

Agência Brasil: Quais são os locais no Brasil com maior incidência da doença?
Croda: Atualmente nós temos três estados com casos notificados e confirmados. São Paulo concentra 90% dos casos. A gente tem um caso na Bahia e cinco casos no Riode Janeiro.

Agência Brasil: A vacinação do sarampo faz parte do calendário nacional de vacinação?
Croda:: A vacinação faz parte do calendário nacional. Ela é dada dos 12 aos 15 meses. Toda a população entre um ano e 49 anos deve ter duas doses no seu cartão vacinal. Importante ressaltar que os profissionais de saúde devem tomar essas duas doses. Eles fazem atendimento à população e isso evita a infecção e adoecimento desses profissionais.

Agência Brasil: A vacina é segura?
Croda: A vacina é muito segura. Essa vacina tem décadas de uso, uma dose protege 93% e duas doses têm uma eficácia de 97%.

Agência Brasil: Quem pode vacinar?
Croda: Quem pode vacinar são crianças a partir de 12 meses até 49 anos de idade. Todos devem ter, idealmente, uma dose entre um ano e 29 anos e tomar a segunda dose entre 30 e 49 anos.
Atualmente, por conta do aumento do número de casos, nós estamos recomendando que crianças de seis meses a um ano que residam em municípios onde há transmissão da doença tomem uma dose extra da vacina. Crianças da mesma idade que vão viajar para esses municípios também precisam de uma dose extra.

Agência Brasil: Existem medidas que as pessoas podem tomar para evitar a doença?
Croda: As principais medidas para a prevenção são lavagem de mãos adequadamente, proteger o espirro com a mão e evitar locais aglomerados. O paciente que for diagnosticado com a doença deve ficar em seu domicílio. Essa medida é chamada de isolamento domiciliar, e evita que outras pessoas da comunidade sejam infectadas.

AGENCIA BRASIL 

'Doença do Pombo' mata dois homens em SP e moradores ficam em alerta

Um cinegrafista, de 43 anos, e um empresário, de 56 anos, morreram no último mês, em Santos, no litoral de São Paulo, em decorrência da criptococose, conhecida como "Doença do Pombo". A prefeitura informou que os atuais protocolos de saúde não obrigam a notificação dos casos, mas que realiza ações de prevenção.

Cinegrafista Mauro Sérgio e o empresário José Wilson estavam com a 'Doença do Pombo' — Foto: Arquivo Pessoal

Cinegrafista Mauro Sérgio e o empresário José Wilson estavam com a 'Doença do Pombo' — Foto: Arquivo Pessoal

O empresário José Wilson de Souza morreu em 18 de julho, enquanto a morte do cinegrafista Mauro Sérgio Gil Senhorães ocorreu no dia 23 do mesmo mês. Ambos ficaram internados por quatro meses em hospitais diferentes e, antes disso, tinham vida ativa e eram sadios, segundo familiares, a quem os médicos informaram sobre a doença.

Os sintomas apresentados pelos dois homens eram semelhantes: intensa dor de cabeça, tonturas, febre, além de falta de ar e cansaço. Em algumas situações, as pessoas podem confundir os sinais da doença com gripe forte. Ao final da internação dos dois pacientes, os quadros se agravaram: o empresário chegou a ficar em coma.

A infecção é ocasionada por fungos que se proliferam nas fezes dos pombos e também em ocos de árvore. Eles se espalham pelo ar e o risco maior está em ambientes fechados, onde esses animais se abrigam. Após ser inalado pelas pessoas, o fungo se instala no pulmão e, depois, migra para o sistema nervoso central.

 
 
Veja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV GloboVeja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV Globo

Veja o ciclo da criptococose — Foto: Arte/TV Globo

Em entrevista, a infectologista Rosana Richtmann disse que a rápida reprodução dos pombos dificulta o controle da doença em grandes cidades. "As fezes ressecadas dos pombos, espalhadas pelo vento, podem ser inaladas e causar doenças", declarou. A ordem é evitar o contato com animais e lugares de concentração dos pombos.

A Secretaria de Saúde de Santos informou que a doença não é de notificação obrigatória pelas unidades de saúde públicas e particulares, conforme os atuais protocolos. Por essa razão, não há dados. Entretanto, a municipalidade declarou que realiza ações educativas para prevenção e de controle de pragas urbanas.

A prefeitura disse que a solicitação de fiscalizações em áreas e imóveis com pombos podem ser realizadas pelo telefone 162 e outros canais da ouvidoria municipal. Outras orientações sobre os procedimentos indicados são fornecidas pelo telefone 3257-8048 (setor de fiscalização da Seção de Vigilância).

g1

SEMANA VISUAL: Corrente realiza cerca de 1250 atendimentos na primeira semana

A secretária municipal de Saúde, Lindaura Pérpetua divulgou o balanço da primeira Semana Visual. Segundo ela foram feitas em média 250 consultas dia na primeira semana, de 29 de julho a 02 de agosto de 2019, atingindo  1250 atendimentos com diagnóstico de mais de 400 patologias para  breve mutirão de cirurgias .


Na ocasião, a secretária agradeceu e parabenizou a toda equipe, que segundo ela, estava muito bem organizada e comprometida com o trabalho.

 Confira a programação dos novos atendimentos que iniciam nesta segunda-feira (05/08):

Consultas zona Urbana:
Local: NASF

29/07 Centro e Vermelhão
30/07 Aeroporto
31/07 Nova Corrente / Vereda da Porta
01/08 Sincerino / Araticum
02/08 Morro do Pequi

Consultas Oftalmológicas:

Dia 05/08 Riacho Grande 
Dia 06/08 Santa Marta
Dia 07/08 Fazenda de Cima 
Dia 08/08 Simplicio 
Dia 09/08 Morro Redondo

ascom 

Óbito por febre do Nilo deixa Piauí em alerta e Saúde investiga 40 casos

O Ministério da Saúde confirmou que o Piauí é o único estado com confirmação de casos da febre do Nilo Ocidental em humanos. 

A pedido do Cidadeverde.com, o Ministério da Saúde confirmou que de 2014 a julho de 2019, foram notificados 366 casos humanos suspeitos da febre do Nilo, 161 foram descartados, dois foram inconclusivos e 200 permanecem em investigação. No Piauí, cerca de 40 estão sob suspeitas aguardando resultado do laboratório. 

Em nota, o governo federal disse que as causas da morte da idosa de 71 anos, em Piripiri, ainda não estão confirmadas. A paciente é o terceiro caso e estava com o quadro de febre alta, dor de cabeça, vômitos, dores musculares, confusão mental e letargia. O quadro dela evoluiu para uma paralisia do lado direito e crises convulsivas. 

O Ministério da Saúde ressalta ainda que a causa básica da morte da idosa passará por uma investigação minuciosa. "A pasta está em contato permanente com o estado do Piauí para apoiá-los nas investigações e na compreensão da situação epidemiológica", destacou. 

Veja nota do Ministério da Saúde:


O Ministério da Saúde confirma o terceiro caso humano de Febre do Nilo Ocidental (FNO), em Piripiri/PI. Em junho de 2017, um paciente apresentou quadro de encefalite viral aguda e evoluiu para o óbito, que ocorreu em 07/08/2017, porém a causa não está confirmada. Outros dois casos já tinham sido confirmados (julho/2014 e junho/2017), também no estado, mas esses não evoluíram para óbito. A pasta está em contato permanente com o estado do Piauí para apoiá-los nas investigações e na compreensão da situação epidemiológica.

De 2014 a julho de 2019, foram notificados ao Ministério da Saúde 366 casos humanos suspeitos, dos quais 161 foram descartados, 02 foram inconclusivos, 200 permanecem em investigação e 03 foram confirmados para Febre do Nilo Ocidental.

Não existe tratamento específico para os quadros moderados e leves sem comprometimento do sistema nervoso central. É apenas sintomático, com assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos, quando indicado. Nas formas graves, com envolvimento do sistema nervoso central, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva, com o intuito de reduzir as complicações e o risco de óbito. O tratamento é de suporte, frequentemente envolvendo hospitalização, reposição intravenosa de fluidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias.

 

O superintendente de Atenção Integral à Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Herlon Guimarães, confirmou que de 2017 pra cá cerca de 40 casos são investigados sob suspeita da doença. 

"É preciso de uma investigação criteriosa, pois o vírus é primo irmão da dengue, zika e o laboratório tem que fazer vários testes para a sua confirmação", disse Herlon Guimarães.

Referência nacional

Segundo ele, o Piauí está registrando os casos de febre do Nilo porque é o único estado com uma rede de serviços neurológico eficiente. 
"Tivemos uma parcela de contribuição no manual de vigilância nacional no setor de neurologia, devido o nosso expertise e a referência que é hoje o estado para a detecção da doença".

Aves migratórias

A Fundação Municipal de Saúde divulgou nota informando que acompanha os casos. 

Informou ainda que o litoral e o interior do estado do Piauí situam-se em rotas de aves migratórias, apontadas como elos importantes na disseminação da doença, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBIO). 

"O vírus foi detectado também no estado do Espírito Santo, em 2018, e no estado do Ceará, em 2019", diz a nota da Fundação.

O vírus da febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo).

Os hospedeiros naturais são algumas espécies como aves silvestres. Também pode infectar humanos, equinos, primatas e outros mamíferos. O homem é considerado um hospedeiro acidental.  

cidade verde 

Pela 4ª vez, médicos do Piauí vão suspender atendimentos

Os médicos da rede estadual do Piauí vão parar as atividades a partir de terça-feira (16). A paralisação seguirá até quinta-feira (18). 

Pela 4ª vez, médicos do Piauí vão suspender atendimentosEsta é a quarta vez que os médicos do estado paralisam os atendimentos este ano, reivindicando melhores condições de trabalho. 

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), estão suspensos a realização de exames, consultas e procedimento, salvo casos de urgência e emergência serão atendidos. 

portal r10

Mídias sociais elevam depressão entre meninas, diz pesquisa

Meninas adolescentes são duas vezes mais propensas que os meninos a apresentar sintomas de depressão em conexão ao uso das redes sociais, segundo estudo do University College London (UCL) divulgado em Londres. Ativistas pediram ao governo britânico que reconheça o risco de páginas como FacebookTwitter Instagram para a saúde mental dos jovens.

Uma em cada quatro meninas analisadas apresentou sinais clinicamente relevantes de depressão, enquanto o mesmo ocorreu com apenas 11% dos garotos, segundo o estudo. Os pesquisadores constaram que a taxa de depressão mais elevada é devido ao assédio online, ao sono precário e a baixa autoestima, acentuada pelo tempo nas mídias sociais.

Acesso internet celular
Uso excessivo de redes sociais pode causar depressão, conclui estudo divulgado em Londres    (Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O estudo analisou dados de quase 11 mil jovens no Reino Unido. Os pesquisadores descobriram que garotas de 14 anos representam o agrupamento de usuários mais incisivos das mídias sociais – dois quintos delas as usam por mais de três horas diárias, em comparação com um quinto dos garotos.

Cerca de três quartos das garotas de 14 anos que sofrem de depressão também têm baixa autoestima, estão insatisfeitas com sua aparência e dormem sete horas ou menos por noite.

"Aparentemente, as meninas enfrentam mais obstáculos com esses aspectos de suas vidas do que os meninos, em alguns casos consideravelmente", disse a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do University College London, Yvonne Kelly, que liderou a equipe responsável pela pesquisa.

Depressão

O estudo também mostrou que 12% dos usuários considerados moderados e 38% dos que fazem uso intenso de mídias sociais (mais de cinco horas por dia) mostraram sinais de depressão mais grave.

Quando os pesquisadores analisaram os processos subjacentes que poderiam estar ligados ao uso de mídias sociais e depressão, eles descobriram que 40% das meninas e 25% dos meninos tinham experiência de assédio online ou cyberbullying.

Os resultados renovaram as preocupações com as evidências de que muito mais meninas e mulheres jovens apresentam uma série de problemas de saúde mental em comparação com meninos e homens jovens, e sobre os danos que os baixos índices de autoestima podem causar, incluindo autoflagelação e pensamentos suicidas.

Os pesquisadores pedem aos pais e responsáveis políticos que deem a devida importância aos resultados do estudo. "Essas descobertas são altamente relevantes para a política atual de desenvolvimento em diretrizes para o uso seguro das mídias sociais. A indústria tem que regular de forma mais rigorosa as horas de uso das mídias sociais para os jovens", diz Kelly.

Uso excessivo das mídias sociais

A ministra adjunta para Saúde Mental e Cuidados Sociais, Barbara Keeley, afirmou que "esse novo relatório aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental de mulheres jovens e meninas [...] e que as empresas devem assumir a responsabilidade pelo que ocorre em suas plataformas".

Tom Madders, diretor de campanhas da instituição beneficente YoungMinds, diz que, embora sejam uma parte da vida cotidiana da maioria dos jovens e tragam benefícios, as redes sociais proporcionam uma "pressão maior" porque estão sempre disponíveis e fazem com que os jovens comparem "as vidas perfeitas de outros" com a sua própria.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Edição: Kleber Sampaio

Ministério vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (14) que vai lançar um edital nos próximos dias para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos que integram o programa Mais Médicos.

Resultado de imagem para Ministério vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos“Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz a nota encaminhada à imprensa na tarde de hoje.

A pasta recebeu nesta manhã (14) o comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no qual o governo cubano informa que vai deixar de participar do programa Mais Médicos. Segundo o ministério, 8.332 vagas são ocupadas por esses profissionais. “O governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba”, diz o comunicado.

O governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa. A justificativa é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, na sua conta do Twitter, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais, que é o exame aplicado aos médicos que se formam no exterior e querem atuar no Brasil. 

Procurada pela reportagem, a Opas, que intermediou o convênio entre Brasil e Cuba para vinda dos médicos cubanos, diz que foi comunicada pelo governo de Cuba sobre a decisão de não continuar participando do programa e informou o Ministério da Saúde brasileiro. “Devemos ter mais detalhes nos próximos dias. Assim que os tivermos, divulgaremos", diz nota encaminhada à Agência Brasil.

EBC

'Descobri a doença ao brincar com meu filho': o desconhecido universo dos homens com câncer de mama

No início de 2016, o professor universitário César Pereira de Lima, de 46 anos, brincava com o filho mais novo quando a criança encostou-se ao peito esquerdo dele. O homem sentiu uma dor intensa. "Nunca havia sentido nada parecido em toda a minha vida", relata.

'Para o homem, um câncer de mama é um susto maior ainda, porque a gente sempre pensa que é algo distante do público masculino', diz o professor — Foto: Emanoele Daiane/BBC News BrasilDias depois, ele foi ao médico, passou por exames e foi diagnosticado com câncer de mama.

"Foi uma situação muito difícil. Para qualquer pessoa, descobrir essa doença é um choque. Mas para o homem, um câncer de mama é um susto maior ainda, porque a gente sempre pensa que é algo distante do público masculino", conta o professor.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 1% dos pacientes com câncer de mama são homens. Entre o público do sexo masculino, a doença é mais recorrente a partir dos 60 anos. No entanto, também há registros de pessoas mais novas.

Conforme o Inca, a doença na mama corresponde a 28% dos novos casos de câncer registrados a cada ano, entre homens e mulheres. Em todo o Brasil, neste ano, a estimativa é de que haja, ao todo, 59,7 mil novos registros da doença.

Segundo levantamento do Departamento de Informática do SUS (DataSUS), em 2016 morreram 16.069 mulheres e 185 homens em decorrência do câncer de mama. Estes são os dados mais recentes sobre o tema.

A oncologista Laura Testa, chefe do grupo de mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), explica que um dos motivos para que os casos entre os homens sejam mais incomuns é porque o público masculino está menos exposto ao estrogênio, o hormônio feminino.

"A maioria dos tumores de mama se alimentam dos hormônios femininos, e muitas vezes se desenvolvem pela longa exposição a esses hormônios, do período em que a mulher começa a menstruar até a menopausa. Por isso, essa doença é mais comum a partir dos 50 anos, período de pós-menopausa", diz à BBC News Brasil.

 

Os homens são atingidos em menor escala pela doença por terem o tecido mamário atrofiado, porque não recebem as mesmas ações de hormônios femininos que as mulheres. "Eles possuem glândula mamária muito menor e, por isso, não têm o mesmo estímulo dos hormônios femininos ao longo da vida."

 

Os sintomas

 

Professor universitário, Lima levava uma vida que considerava comum. Morador de Cuiabá (MT), ele dava aulas de Administração em três instituições de ensino superior na capital mato-grossense. Casado há 22 anos e pai de dois filhos, um com sete e outro com 14 anos, ele dividia a rotina entre o trabalho e a família.

Era noite de 27 de fevereiro de 2016. Lima brincava de "lutinha" com o filho mais novo, quando a criança acertou a mama esquerda do pai. "Ele deu um golpe de brincadeira, bem leve, mas doeu muito mais do que eu poderia imaginar. Foi uma dor muito assustadora", relembra.

A situação fez com que Lima se recordasse de um fato que havia notado dias antes: o mamilo esquerdo dele havia retraído sem motivos aparentes. "Eu não tinha dado muita atenção para isso. Mas quando senti aquela dor, percebi que poderia ser algo mais sério."

A retração do mamilo é apontada por especialistas como sintoma de um possível câncer de mama. Outras características que também podem ser supostos sinais da doença entre os homens são alterações como inchaço na mama ou na região da axila, pele enrugada ou vermelhidão na mama.

Segundo Laura Testa, em qualquer situação em que a pessoa perceba alguma diferença na mama é fundamental procurar auxílio médico. "É muito importante descobrir a origem dessa alteração", explica. A oncologista ressalta que o diagnóstico precoce traz mais chances de bons resultados no tratamento.

"Se há algo diferente crescendo na região da mama, é preciso investigar. Pode ser uma disfunção hormonal, mas também pode ser alguma doença. Um dos grandes problemas é que os homens que têm câncer de mama, normalmente, procuram ajuda mais tarde, e isso faz com que o tratamento seja mais difícil, porque a doença está mais avançada", diz Laura.

 

O médico Mário Sérgio Amaral Campos, especialista em diagnósticos por imagem de doenças da mama, ressalta que a grande maioria dos sintomas de um possível câncer de mama não está relacionada à doença.

"Muitos são casos de ginecomastia (aumento excessivo das glândulas mamárias de homens), que acontecem principalmente na puberdade ou quando o homem está na andropausa, porque são fases de acúmulo hormonal. Nesses casos, não se trata de algo maligno, mas que tem efeitos estéticos desagradáveis, principalmente para os mais jovens", diz.

 

O tratamento

 

No dia seguinte à dor intensa no peito esquerdo, Lima agendou consulta com um mastologista. "Consegui atendimento para uma semana depois, por meio do plano de saúde. Se fosse pelo Sistema Único de Saúde, demoraria seis meses", relata.

O professor fez exames que comprovaram que o nódulo em sua mama esquerda era maligno. O caroço tinha 0,4 centímetro e estava indo para o estágio dois. "A doença tem quatro estágios, e a maioria das pessoas descobre no terceiro ou quarto, quando já esparramou para outros órgãos e não há muito que fazer", diz Lima.

Para ele, o câncer se desenvolveu em razão do estresse que enfrentava na carreira de professor. "Cheguei a ter 2 mil alunos e dava aula do período da manhã até a noite. Então era muito cansativo", conta. Os médicos que o atenderam, porém, explicaram ao paciente que a maior probabilidade é de que a doença tenha se desenvolvido por questões genéticas.

Laura Testa destaca que muitos dos casos de câncer estão associados à genética.

"A doença pode ser genética ou hereditária quando várias pessoas na família têm tumores. Isso faz com que esse gene seja transmitido para o filho, que terá muitas chances de desenvolver o câncer", explica.

Segundo o médico Mário Sérgio Amaral, a doença entre os homens também pode surgir por desregulação hormonal. "Neste caso, pode estar associada a situações como a obesidade ou a hábitos como uso de anabolizantes ou consumo de cigarro, entre outros."

 Tratamento incluiu 18 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia — Foto: Arquivo Pessoal/César Pereira

Em abril de 2016, um mês depois de descobrir a doença, o professor passou por uma cirurgia para a retirada completa da mama esquerda e de uma parte da axila. Na época, o nódulo havia evoluído para 0,6 centímetro.

"Foi um procedimento cirúrgico semelhante ao que as mulheres com a doença passam. Uma parte da região da axila também foi retirada, porque havia indícios de que o câncer pudesse ter chegado embaixo do braço", explica o professor.

Depois do procedimento cirúrgico, Lima passou por 18 sessões de quimioterapia, de junho a dezembro de 2016, e por 25 procedimentos de radioterapia, de dezembro do mesmo ano a fevereiro de 2017. Posteriormente, utilizou bloqueadores hormonais por um ano.

"A maior parte dos tumores de mama no público masculino também se alimentam do hormônio feminino, que existe no homem. A própria produção do hormônio masculino pode, em menor quantidade, ser transformado em feminino. Então o bloqueador hormonal é uma das terapias mais utilizadas em câncer de mama de homem", explica Laura Testa.

Todo o tratamento dado ao homem com câncer de mama é semelhante ao que é oferecido à mulher. "A diferença é que o impacto emocional da cirurgia de um homem é diferente daquele sofrido pela mulher ao perder a mama", frisa a oncologista.

O apoio da família

Desde a descoberta da doença, Lima recebeu apoio da esposa e dos filhos.

Para ele, o auxílio da família e dos amigos foi fundamental. "Não tenho dúvida de que eles me ajudaram muito", conta. No início, a companheira dele ficou extremamente abalada com a descoberta da doença do marido. "Mas hoje já superamos essa dificuldade. Antes, ela pensava que era um diagnóstico de morte", lembra o professor.

Ao filho mais velho, ele contou sobre a doença. "Ele entendeu bem e tem muita preocupação comigo", revela. Para o mais novo, disse que estava com um 'bichinho' no peito. "Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim."

 
'Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim', diz Lima sobre os filhos — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil'Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim', diz Lima sobre os filhos — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil

'Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim', diz Lima sobre os filhos — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil

Além do tratamento em um hospital particular de Cuiabá, Lima viajava com frequência para São Paulo, para consultas com especialistas em câncer de mama. Na capital paulista, conheceu outros homens que também enfrentam a doença.

"Em São Paulo, conheci vários casos de homens que enfrentam a mesma doença, porque é uma cidade que é referência no tratamento", explica.

Entre os colegas que conheceu, alguns estavam bem, mas havia outros que descobriram a doença tardiamente. "Um deles estava em estado terminal. Conheci também outro que morreu em pouco tempo."

 

Segundo Mário Sérgio Amaral, os homens costumam descobrir o câncer de mama quando está em fase avançado, pois demoram a desconfiar da doença. "Não existe uma indicação de mamografia preventiva, como no caso das mulheres. Eles fazem o exame somente quando notam uma alteração, mas, quando está nessa fase, é porque o câncer atingiu um tamanho maior e teve tempo para se desenvolver", diz.

 

Metástase

 

Enquanto concluía as sessões de quimioterapia, em dezembro de 2016, Lima passou por exames que detectaram manchas nos pulmões. Após avaliações, os médicos descobriram que se tratava de metástase do câncer de mama, ou seja, a doença havia se espalhado para os pulmões dele.

"Foi difícil receber essa notícia, mas novamente contei com o apoio da minha família e dos meus amigos."

No início de 2017, ao encerrar o tratamento da doença na mama, ele começou a quimioterapia contra o câncer nos pulmões, diagnosticado em estágio inicial. Por ser metástase, casos considerados mais difíceis de eliminar de vez a doença, o professor deverá fazer quimioterapia por toda a vida. "A partir de então, todos os meses faço uma sessão", diz ele.

O professor também faz acompanhamento constante para descobrir se a doença não avançou para outros órgãos. "Tenho consciência de que terei de fazer acompanhamento e tratamento por toda a vida, então creio que nunca poderei me considerar uma pessoa completamente curada."

 

A cicatriz no peito

 

Lima carrega uma cicatriz no peito esquerdo, em razão da cirurgia para a retirada da mama. A marca não é um problema para ele. "É sinal de que venci, em partes, a doença", comenta. Ele relata que não vê empecilhos em sair sem camisa. "Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha."

Frequentador da Igreja Batista, o professor acredita que a fé foi fundamental para ter sucesso no tratamento contra o câncer. "Independente da religião, quando a pessoa tem fé, as coisas melhoram, e ela tem muito mais chances de conseguir o que deseja", diz.

 

Há dois meses, ele deixou as aulas, por recomendação médica. Anteriormente, Lima havia se ausentado do trabalho apenas na fase final da quimioterapia contra o câncer de mama. "Em agosto, os médicos me aconselharam a me afastar do trabalho por conta do estresse que o serviço causa", diz.

 
'Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha' — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil'Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha' — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil

'Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha' — Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil

Em dois anos, Lima planeja se aposentar por tempo de serviço. Mesmo distante das salas de aula, o professor mantém contato com muitos daqueles que foram seus alunos.

"Eles sempre me perguntam como estou. Alguns vêm em casa para me ver. Mantenho uma boa relação com eles", orgulha-se.

Nos últimos meses, o professor tem tentado ajudar pessoas que enfrentam o câncer, por meio de palestras em alguns locais de Mato Grosso, como em unidades da Igreja Batista. Ele também planeja usar seus conhecimentos em administração para ajudar pequenos empreendedores.

"Vou tocar a vida normalmente. Sinto-me curado emocionalmente e espiritualmente. Fisicamente, terei de fazer tratamento por toda a vida, mas acho que o mais difícil já conquistei, que é a cura emocional e espiritual."

g1

Campanha alerta para os sinais de um AVC e quando procurar ajuda

Em todo o mundo, cerca de 80 milhões de pessoas são sobreviventes de um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, sendo que mais de 50 milhões vivem com algum tipo de incapacidade permanente. No Dia Mundial do AVC, lembrado hoje (29), campanha global destaca que a vida após um esse tipo de ocorrência pode não ser mais a mesma, mas, com o cuidado e apoio adequados, uma vida significativa ainda é possível.

Imagem relacionadaEntidades médicas que encabeçam a causa explicam que o AVC acontece quando um vaso sanguíneo que leva sangue e nutrientes para o cérebro para de funcionar – ou ele é obstruído por coágulo ou placa de gordura ou ocorre uma hemorragia. Quando isso acontece, uma parte do cérebro não recebe mais sangue e oxigênio e começa a morrer. A extensão e localização do dano cerebral determina a gravidade do AVC, que pode variar de leve a catastrófico.

Dados da campanha mostram que em torno 87% de todos os casos são do tipo isquêmico, resultado de uma obstrução num vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro. Essa obstrução pode acontecer devido ao desenvolvimento de depósitos de gordura que revestem as paredes dos vasos. Já o AVC hemorrágico é responsável por cerca de 13% dos casos, resultado de um vaso enfraquecido que rompe e sangra no cérebro circundante.

Os sinais de alerta de que alguém está tendo um AVC, de acordo com a campanha, incluem: dormência súbita ou fraqueza na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; súbita confusão, dificuldade para falar ou compreender a fala; dificuldade súbita de enxergar em um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa conhecida.

A orientação da campanha global é que, na presença de um ou mais desses sinais, o paciente não espere, chame um serviço médico de emergência (no Brasil, Samu 192) ou procure um hospital imediatamente.

ebc

CNM diz que municípios não podem pagar novo piso dos agentes de saúde

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um alerta sobre o risco do enfraquecimento da Estratégia Saúde da Família após o Congresso Nacional retornar com o reajuste do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que havia sido vetado pelo presidente Michel Temer. De acordo com a entidade, os municípios não têm recursos para bancar o aumento.

Resultado de imagem para agentes de saudeOntem (17), o Congresso Nacional derrubou o veto ao reajuste, previsto no projeto de conversão oriundo da Medida Provisória (MP) 827/2018, aprovado em julho. No veto, o presidente Michel Temer justificou que o reajuste criava despesas obrigatórias sem estimativa de impacto orçamentário.

Rio de Janeiro - Militares das Forças Armadas, acompanhados por agentes de saúde, visitam residências para inspecionar possíveis focos do Aedes aegypti na Tijuca (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Agentes de saúde ajudam no combate a focos do Aedes aegypti - Tomaz Silva/Agência Brasil

O piso atual de R$ 1.014 passará a ser de R$ 1.250 em 2019 (reajuste de 23,27%); de R$ 1.400 em 2020 (+12%); e de R$ 1.550 em 2021 (+10,71%). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, de junho 2014, data do último reajuste, até setembro de 2018, é de 25,46%. A partir de 2022, o reajuste será anual.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, reconhece a importância do trabalho dos agentes de saúde e de endemias, mas disse que os municípios não têm recursos para arcar com o reajuste concedido. Segundo ele, o impacto financeiro será de R$ 9 bilhões para União e municípios, em reajuste e encargos.

“A grande maioria dos municípios está com limite de pessoal estourado, vários já atingiram 80% do orçamento com investimento em pessoal. Os gestores vão acabar diminuindo o número de pessoas na equipe [de Saúde da Família] e têm municípios que podem acabar com o programa”, argumentou. “Corre o risco de isso acontecer, sim”.

Federalização

Com a dificuldade de financiamento do programa, Aroldi propõe a federalização total do Saúde da Família, deixando a gestão local apenas como a executora das ações. “A União, ao longo dos anos, se afastou dos serviços prestados à população e, através desses programas, transferiu a responsabilidade para os municípios. Ela subfinancia esses programas e, ao longo dos últimos dez anos, acabou diminuindo o percentual de investimento em pessoal e nós, nos municípios, aumentamos consideravelmente. Isso tem machucado muito a gestão municipal”, afirmou.

O governo federal cobre 95% do pagamento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de endemias, até um número máximo de agentes definido para cada município. Segundo Aroldi, hoje o país conta com 43 mil equipes de Saúde da Família com 244 mil agentes de saúde. “Também estamos preocupados com a desassistência que a população vai ter se tivermos que diminuir o número de agentes”, disse.

Previsão de impacto

De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, se o número de agentes de saúde continuar o mesmo, o impacto fiscal do novo piso salarial será da ordem de R$ 1 bilhão em 2019, R$ 1,6 bilhão em 2020, e R$ 2,2 bilhões em 2021. A pasta não esclareceu, entretanto, como esse valor será encaixado no orçamento do próximo ano.

Em mensagem nas redes sociais, a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica dos Santos Correia, disse que a derrubada do veto traz dignidade para a categoria, ao garantir o reajuste do piso salarial dos agentes. “Aos prefeitos que vieram aqui dizer 'sim' ao veto e 'não' ao reajuste, quero pedir que venham para o nosso lado para que possamos dar condições dignas de saúde para o nosso povo”, disse.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda o retorno da assessoria.

Revisão do programa

A Estratégia Saúde da Família é o modelo prioritário de atendimento na atenção básica de saúde do Sistema Único de Saúde e é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde. Entretanto, no ano passado, o Ministério da Saúde editou uma portaria de revisão da Política Nacional de Atenção Básica, possibilitando que o governo federal financie outras equipes de atenção básica, de acordo com características e necessidades locais, desde que tenham, ao menos, médico, enfermeiro e técnico de enfermagem.

Mesmo sem a obrigatoriedade de essas equipes terem agentes comunitários de saúde, para não haver prejuízo à população que mais precisa, as áreas de risco e vulnerabilidade não sofreram com a mudança da política. Nesses locais, o número de agentes comunitários deve ser suficiente para cobrir 100% da população, sendo um agente para cada 750 pessoas, considerando critérios epidemiológicos e socioeconômicos. Os agentes comunitários de endemia também podem compor as equipes com os de saúde, integrando as ações de vigilância em saúde com atenção básica

ebc

Hepatite: OMS pede urgência para ampliar testes e acesso a tratamento

No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, lembrado hoje (28), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a necessidade de ampliar a testagem e o acesso ao tratamento contra a doença. De acordo com os dados mais recentes da entidade, em todo o mundo, menos de 20% das pessoas tinham acesso à testagem e a serviços de saúde específicos para hepatites em 2016.

Os números da OMS mostram que as hepatites B e C afetam 325 milhões de pessoas. Se não forem tratadas, as infecções podem provocar câncer de fígado e cirrose que, juntos, causaram mais de 1,3 milhão de mortes em 2015. “Precisamos acelerar o progresso para alcançar nossa meta de eliminar a hepatite até 2030”, disse em nota o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Um dos países mais atingidos pela hepatite é a Mongólia, onde mais de 10% dos 3 milhões de habitantes vivem com infecção crônica provocada pelo vírus. Em 2017, o país deu início a um programa que, ao longo do primeiro ano, testou mais de 350 mil pessoas. Mais de 70% delas foram diagnosticadas com a doença e passaram a receber tratamento para a infecção. A meta do governo local é testar 1,8 milhão de pessoas com mais de 15 anos para a doença.

Hepatite
Hepatite - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil registrou 40,1 mil novos casos de hepatites virais em 2017. Os casos de hepatite A, comumente transmitida por água e alimentos contaminados, mais que dobraram entre homens de 20 a 39 anos. No estado de São Paulo, o número saltou de 155 casos, em 2016, para 1.108 em 2017. O município de São Paulo, em 2017, notificou 786 casos de hepatite A, dos quais 302 foram atribuídos a transmissão sexual.

A vacina para hepatite A está disponível no SUS e é oferecida para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos. No estado de São Paulo, a vacinação também está disponível também para homens que fazem sexo com homens.

Em relação à hepatite B, o país registrou 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017. A transmissão se dá por sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfuro-cortantes e por transmissão vertical (da mãe para o filho, durante a gestação).

A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Em crianças, o esquema é feito em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos que não se vacinaram na infância, são três doses. Em 2017, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país e atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

A hepatite C acomete, principalmente, adultos acima de 40 anos. Foram notificados, desde o final da década de 90, 331,8 mil pessoas com a doença no país, sendo 24,4 mil casos registrados em 2017. O tratamento com os antivirais de ação direta, disponível na rede pública desde 2015, apresenta taxas de curas superiores a 90%. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes. 

 

ALERTA: Brasil tem 677 casos de sarampo confirmados, diz Ministério da Saúde

Balanço divulgado na tarde de hoje (18) pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Segundo a pasta, atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até terça-feira (17), foram confirmados 444 casos de sarampo no Amazonas, e 2.529 permanecem em investigação. Roraima confirmou 216 casos da doença e 160 continuam em investigação.

A vacinação contra o sarampo é essencial para evitar novos casos :
Vacina contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela são oferecidas gratuitamente em todos os estados (Divulgação OMS/Opas)

O ministério informou que, desde fevereiro, quando começaram a surgir os casos de sarampo, foram registradas três mortes: duas em Roraima e uma no Amazonas. Em Roraima, um caso suspeito de morte pela doença ainda está em investigação.

De acordo com o balanço, os surtos estão relacionados à importação. “Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela”, diz a nota.

Ainda segundo a pasta, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (um), Rio Grande do Sul (oito); e Rondônia (um). Até o momento, o Rio de Janeiro informou ao Ministério da Saúde, oficialmente, sete casos confirmados.

“Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz o ministério.

 Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Segundo o ministério, o Brasil está empreendendo esforços para interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada. “Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses", diz a pasta.

Vacina

 

Oferecidas gratuitamente pelo Ministério da Saúde para todos os estados, as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

“É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença, como bloqueio vacinal, nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas com rigor”, diz  nota divulgada pela pasta.

Neste momento, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação das crianças, público mais suscetível à doença. “Entretanto, adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença, como em Roraima e Manaus (AM). Pessoas que já completaram o esquema, conforme preconizado para sua faixa etária, não precisam novamente receber a vacina”, acrescenta o ministério.

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade têm que receber uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral). Crianças entre 5 anos e 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem receber duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses.

A campanha nacional de vacinação será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia D no sábado (18). O público-alvo dessa estratégia são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

Segundo o ministério, a meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Dados preliminares referentes ao ano passado indicam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).

ebc

Conselho de Odontologia do PI interditou 73 consultórios odontológicos em 2018

Em 2018, 73 consultórios odontológicos no Piauí foram interditados pelo Conselho Regional de Odontologia, CRO-PI. A entidade informou que até o mês de abril, mais de 200 fiscalizações foram feitas só este ano, o que acabou gerando as suspensões de atividades, principalmente em razão da utilização de instrumentos e máquinas odontológicas inadequados para uso.

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O presidente do CRO-PI, Leonardo Sá, esclareceu que os principais motivos das interdições são, por exemplo, local inadequado da caixa de perfuro cortante [recipientes especialmente projetados para o descarte dos resíduos infectantes que apresentam elevados riscos de acidentes], materiais, como agulhas e bisturis enferrujados ou deteriorados e máquina de esterilização sem condições de uso.
 
“A caixa de perfuro cortante tem que está a uma altura de 70 cm do chão e muitas vezes encontram-se no chão, porque representam um risco de contaminação viral e bacteriana tanto para profissionais quanto ao manejo quanto para os clientes. 

Além disso, agulhas e bisturis enferrujados são encontrados e também a esterilização autoclave, que muitas vezes não está em condições ideais de uso, por isso é imporante fazer esse controle. Todas essas questões são observadas e motivos que mais levam a interdições”, esclareceu o presidente.
  
Ele explicou que em muitos casos, é feita um interdição por cerca de dois meses para que o consultório faça as modificações e se adeque as regras exigidas pelo Conselho, e que depois desse período são feitas novas inspeções. “Por isso o número de interdições fica variando, mas em muitos casos, os consultórios fazem as adequações necessárias e aí voltam a funcionar”, disse.
 
Ainda de acordo com o presidente do CRO-PI, Leonardo Sá, as vistorias são constantes e têm aumentado nos últimos três anos. É feito um planejamento anual para que sejam realizadas regularmente as chamadas vistorias fiscais por ofício ou as motivadas por denúncia. “A cada ano viemos triplicando o número de vistorias”.
 
Em Teresina, um consultório foi fechado este ano, na zona Sul. No município de São João da Fronteira, foram dois. Na região de Picos, sete, entre as cidades de Belém do Piauí, Padre Marcos, Alegrete, Vila Nova do Piauí e Campo Grande, além de muitos outros. O CRO-PI não disponibilizou a lista completa de consultórios interditados. Dois consultórios foram interditados no município de São João da Fronteira, além de muitos outros pelo estado.

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  • informações cidade verde 

Secretário confirma surto de gripe e 35 hospitais estão aptos a atender no PI

O secretário de saúde do Estado, Florentino Neto, confirmou nesta terça-feira (8) que o Piauí vive um surto de gripe. Segundo ele, ações estão sendo tomadas para que a situação não avance para uma epidemia. Só em Teresina, de acordo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), são 32 casos de H1N1. Uma pessoa morreu. A Sesapi divulgou hoje o número de 15 no Piauí, seguindo protocolo do Ministério da Saúde.

“Os infectologistas avaliam que nós temos um surto. Não temos ainda a confirmação de uma situação epidêmica. Temos esse surto e estamos tomando todas as providências para contenção. Temos que reconhecer que o SUS é tripartite e que cada um tem sua função: a Sesapi; o Ministério da Saúde e as secretarias municipais. O apoio conjunto resulta no controle da situação”, disse ao Cidadeverde.com.

De acordo com o gestor, 35 hospitais da rede estadual estão preparados para atender a população. “Estamos com toda a nossa rede hospitalar orientada a atender os casos que possam ser suspeitos de H1N1 e encaminhar os pacientes para o diagnóstico”, disse, lembrando da rede Sentinela.

“Os hospitais da rede sentinela são referência por possuírem UTI e, como aumentamos o número de leitos de UTI, vamos ampliar o número de hospitais”, destacou.

Segundo Florentino Neto, todo o trabalho de prevenção está sendo feito no Estado. “Nós estamos atuando em apoio aos municípios com distribuição de vacina, seringas. Estamos atuando no sentido de monitorar e avaliar a execução do trabalho de imunização da população, o público-alvo. Estamos acompanhando o cumprimento das metas estabelecidas pelo ministério. Estamos divulgando os boletins dando total transparência à população”, declarou.

O próximo passo é uma parceria com a Secretaria de Educação para disseminar informações sobre como se prevenir da doença nas escolas. “Estamos nos articulando com a Seduc e secretarias municipais de saúde para, através do programa saúde na escola, a gente disseminar as medidas necessárias para prevenção dessa doença”, finalizou.

cidade verde 

Vacinação contra febre amarela será ampliada para todo o país

O Ministério da Saúde ampliou, para todo o território nacional, a área de recomendação para vacinação contra febre amarela. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20).

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, lança campanha de vacinação contra meningite C e HPV (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Até agora, alguns estados da Região Nordeste e parte do Sul e Sudeste não faziam parte da área de recomendação. Além disso, dos 23 estados dos quais a vacina fazia parte da rotina, nove tinham áreas parciais de recomendação, ou seja, alguns municípios estavam fora da estratégia.

O ministro Ricardo Barros explicou que a estratégia de ampliação é uma medida preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda a população para o caso de a área de circulação do vírus umentar no próximo ciclo da doença. “O ciclo de febre amarela que ocorrerá no próximo verão, nós esperamos enfrentá-lo já com a população totalmente imunizada.”

Barros lembrou que, nos últimos dois anos, o número de mortes pela doença aumentou e que, por isso, foi pensada uma estratégia para evitar que o problema se repita no próximo ano. “Então, propusemos à Organização Mundial da Saúde e à Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] a definição de que todo o território nacional passasse a ser área de vacinação permanente, tivemos a aprovação, e iniciaremos a estratégia para alcançar 90% de cobertura de vacinação contra febre amarela em toda a população brasileira, em todos os estados.”

O ministro esclareceu que o resultado esperado com a ampliação da vacinação não é que seja zerado o número de casos de febre amarela no país. “Não porque ela é endêmica e, lá na Região Norte, que já é área de vacinação permanente há muito tempo, ocorrem 50, 60, 80 mortes por ano todos os anos. Nós temos que cobrir 100% da população e, em especial, fazer busca ativa dessa população que vive ou trabalha na mata.”, disse.

A meta é vacinar 77,5 milhões de pessoas em todo o país até abril do ano que vem. Desse total, 40,9 milhões de pessoas nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia que estão entre os que tiveram maior número de casos confirmados nos últimos meses. O ministério estima que sejam usadas 8,1 milhões de doses padrão para serem divididas entre a população desses estados. A ampliação também tem como objetivo vacinar 11,3 milhões de pessoas nos estados do Sul e 25,3 milhões nos do Nordeste. Nesse caso, as vacinas serão aplicadas em dose integral.

“A dose fracionada é autorizada quando há necessidade de imunização da população em uma velocidade rápida e cujo número de doses disponíveis não seja suficiente ou ponha em risco o nosso estoque estratégico. Foi autorizada a vacinação fracionada para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Então esses estados que já têm autorização para a dose fracionada terminarão a cobertura de sua população com essa vacina fracionada”, disse.

Segundo o ministro, “as doses fracionadas têm a mesma efetividade da integral, conforme estudos publicados. E os demais [estados], como não estão em risco, não há circulação do vírus por enquanto nessas áreas, nós vamos fazer com a dose integral, porque, como não há risco, não há justificativa para o fracionamento.”

A estratégia de vacinação será feita de forma gradativa. Os estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia serão os primeiros a estender a vacinação para todos os municípios.

Segundo a previsão do Ministério da Saúde, em julho deste ano, os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios e deverão vacinar 11.3 milhões de pessoas. Em janeiro do ano que vem, a estratégia estende-se aos estados do Piauí, da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará, de Alagoas, de Sergipe e do Rio Grande do Norte, que vão totalizar 25,3 milhões de pessoas. O Maranhão, que já fazia parte da área de recomendação da vacina, não entra nesse cálculo.

O secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro, informou que o Ministério da Saúde já solicitou um aumento de doses da vacina ao laboratório que produz a vacina, o Bio-Manguinhos/Fiocruz, e que o país tem estoque suficiente para cumprir o planejamento feito.

Caso de febre amarela é confirmado no Distrito Federal

Um caso de febre amarela em humano no Distrito Federal (DF) foi confirmado este ano pela Secretaria de Saúde. Ele ocorreu em janeiro, na Granja do Torto, e o paciente foi curado. De acordo com a secretaria, trata-se de um caso autóctone, ou seja, doença contraída no DF. 

Imagem relacionada“O paciente relatou o início dos sintomas entre os dias 8 e 10 de janeiro, período em que esteve em seu local de trabalho, na Granja do Torto. Além disso, ele não se deslocou para outra unidade da Federação nos 15 dias que antecederam o início dos sintomas”, diz a nota divulgada pela secretaria.

A confirmação da doença ocorreu após três exames realizados no Laboratório Central (Lacen). As amostras foram também encaminhadas para contraprova ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. “Em todos os testes o resultado foi positivo para febre amarela”.

A secretaria informa ainda que Vigilância Ambiental realizou ações na Granja do Torto, como identificação e eliminação de focos de mosquito, verificação da existência de circulação de primatas não humanos e fez uso de inseticida (fumacê), em três ciclos, na época da notificação.

De primeiro de janeiro até ontem (27), a Secretaria de Saúde registrou 29 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Destes, 25 casos são de residentes no DF e quatro de pessoas de outras localidades.

Dos casos de moradores no DF, 22 foram descartados e um confirmado, permanecendo os demais (dois casos) em investigação. Os quatro casos suspeitos em residentes de outras cidades fora do DF foram todos descartados.

“A Secretaria de Saúde ressalta que a cobertura vacinal do Distrito Federal é alta e que não há motivo para preocupação por parte da população. Todas as salas de imunização do DF estão abastecidas com a vacina contra a febre amarela”, encerra a nota.

ebc

Inca: Brasil deve ter 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019

O Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, divulgou hoje (2) o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) na Estimativa 2018 de Incidência de Câncer no Brasil. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no país, e a segunda posição é ocupada pelo câncer de próstata, para homens, e de mama, para mulheres.

Imagem relacionadaConsiderado menos letal, o câncer de pele não melanoma deve ter cerca de 165 mil novos casos diagnosticados por ano. Se esses casos não forem levados em consideração, as mulheres brasileiras terão como tipos de câncer mais incidentes o de mama (59 mil casos), de intestino (com quase 19 mil) e o de colo de útero (16 mil).

Entre os homens, a próstata é a parte do corpo que deve ser mais acometida pela doença, com 68 mil casos, seguida pelo pulmão, com 18 mil, e o intestino, com 17 mil.

O perfil da incidência de câncer no Brasil varia de acordo com a região, se assemelhando mais a países desenvolvidos nas Regiões Sul e Sudeste, com mais tumores de intestino e menor incidência de câncer de colo de útero em mulheres e estômago em homens.

Nas regiões Nordeste e Norte, o câncer de estômago tem uma incidência maior entre homens, e o câncer de colo de útero ainda está mais presente entre as mulheres. Esses dois tipos de câncer são mais associados a infecções, possuem maior potencial de prevenção e têm maior incidência em países menos desenvolvidos.

Os homens devem apresentar mais casos de câncer que as mulheres em 2018, com cerca de 300 mil casos, enquanto elas devem ter 282 mil novos casos.

Ao apresentar os dados, o Inca exibiu vídeos de pessoas que se curaram de câncer e reforçou a campanha contra a estigmatização da doença, que tem como slogan "o câncer não pode acabar com a vontade de viver".

O instituto reforçou também a necessidade de combater a desinformação sobre a doença, promovendo um debate sobre fake news, saúde e câncer. A diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho Mendes destacou que as notícias falsas podem afastar as pessoas do tratamento correto e gerar frustrações.

"A proliferação de mensagens falsas e incompletas leva muitos a seguir conselhos que na maioria das vezes são desprovidos de qualquer embasamento científico", disse a diretora ao destacar que um terço dos casos de câncer podem ser evitados, por serem associados a fatores como o tabagismo, a inatividade física, a obesidade e infecções como o HPV.

EBC

Secretaria da Saúde esclarece: Piauí não tem casos notificados de febre amarela

Boletim divulgado na terça-feira (30), pelo Ministério da Saúde, foi informado que o Piauí tinha três casos suspeitos de febre amarela, sendo um descartado e dois em investigação.

Resultado de imagem para Secretaria da Saúde esclarece: Piauí não tem casos notificados de febre amarelaA Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) tranquiliza a população e esclarece que aqueles dados se referiam ao ano de 2017, que, à época, haviam sido notificados como suspeitos, mas que já foram descartados. 

A secretaria esclarece ainda que, por motivos operacionais, os dados não foram atualizados no sistema do Ministério da Saúde. Tal fato já foi comunicado ao órgão para que seja feita a devida atualização, como informa o diretor da Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde, Herlon Guimarães.

“Trabalhamos para que possamos limpar o banco de dados. Houve esse problema de comunicação porque o sistema ainda não é online (com atualização imediata), dependendo de dias de exportação do banco de dados, num intervalo do envio deste banco de dados para o Ministério, ou seja, com lapso temporal”, explica o diretor.

Ele reitera que os três casos notificados em 2017 foram descartados e se referenciam a pacientes em Parnaíba, Teresina e Castelo do Piauí. “Todos os três casos foram descartados. Desses dois, os resultados apresentados pelo Instituto Evandro Chagas apontam como não reagentes para febre amarela. O terceiro foi diagnosticado com leptospirose e infelizmente o paciente veio a óbito”, explica Herlon, enfatizando à população “que não existe nenhum caso suspeito de febre amarela no estado”. 

Prevenção e combate à febre amarela

Apesar de não ter casos notificados de febre amarela no estado, a Secretaria da Saúde reforça a importância para que a população residente nos 57 municípios que fazem divisa com o estado da Bahia procure unidade de saúde para imunização. Deve ser vacinada a população a partir de 9 meses a 59 anos de idade e para quem deva viajar para aqueles municípios piauienses e ainda para os estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais. 

“Chamamos atenção dos nossos municípios que revejam as suas coberturas vacinais, principalmente quanto à febre amarela. Crianças a partir de 9 meses de idade e a população até 59 anos procurem os postos de saúde para que se possa manter a cobertura vacinal em dia”, afirma Herlon. 

A Secretaria da Saúde disponibilizou 16 mil doses de vacina, que já se encontram nos municípios, e mais 16 mil estão em estoque.

Para o diagnóstico da febre amarela, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) iniciou esta semana a realização de exames, o que vai facilitar e agilizar o diagnóstico dos casos suspeitos notificados no estado.

 

Autoria: Graciene Nazareno

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