Ministro: ação de milícia é tese nº1 no caso Marielle

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou, em entrevista ao Jornal da CBN, que a Polícia Civil do Rio vê a atuação de milicianos como a principal hipótese para a execução da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. O crime completou um mês no sábado, sem que nenhum suspeito tenha sido identificado. Segundo Jungmann, a apuração do caso analisou todas as possibilidades, mas as pistas do assassinato foram se afunilando. Ele afirmou que, hoje, uma das linhas de investigação está praticamente concluída. 

Foto: Antonio Cruz/EBC/FotosPúblicas

“Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro”, declarou.

O ministro da Segurança Pública ressaltou que a vereadora fazia a ponte entre o atual chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e o deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio. Ele também lembrou que os casos do sumiço do pedreiro Amarildo, em 2013, e da execução da juíza Patrícia Acioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem solucionados.

Outro tema da entrevista concedida ao Jornal da CBN foi a situação dos imigrantes venezuelanos em Roraima. Na semana passada, o governo do estado entrou com uma ação no STF para pedir o fechamento da fronteira do estado com a Venezuela. Jungmann considerou inevitável que o assunto entre na pauta eleitoral de Roraima, mas afirmou que o assunto é um tema nacional. Segundo ele, o Brasil recebe entre 500 e 600 venezuelanos por dia, o que não justifica a adoção de medidas mais radicais, uma vez que nem sempre eles permanecem no país por um longo período. Ele reconheceu que o fluxo migratório pressiona os serviços de saúde e assistência social de Roraima, mas defendeu que o governo não pode abrir mão da ajuda humanitária ao país vizinho.

Fonte: CBN

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