A GLOBO ADORA ISSO: JN mostrou o drama das famílias que sofrem com efeitos da seca no Piauí

A reportagem da TV Clube esteve na cidade de Paulistana registrando a realidade dos moradores daquela cidade que enfrentam o drama de uma seca que já dura quatro anos.

A reportagem de Neyara Pinheiro foi exibida na edição desta quarta-feira (09/09) no Jornal Nacional. Coincidência ou não omunicipio sera um dos visitados pela presidente Dilma na próxima sexta-feira (11/09), que cumprirá agenda no Piauí.

A cidade é mais uma das que decretou estado de emergência por conta da seca. A equipe de reportagem pegou a estrada rumo a comunidades sem energia elétrica, no meio do nada, onde moram famílias humildes, as que mais sofrem com os efeitos da estiagem.

A primeira parada foi na casa do Seu Teodoro e da Dona Raimunda. Todos os dias ela tem como principal tarefa conseguir água pra família.

Jornal Nacional: Eles falaram que era pertinho, mas eu acho que vai dar mais ou menos dois quilômetros de caminhada.
Raimunda Francisca Rodrigues, agricultora: Pra nós é perto, pra nós eu acho que é perto, quer dizer que a gente é acostumada a fazer todo dia.
Jornal Nacional: E quantas vezes a senhora vem pegar aqui?
Raimunda: Cinco!

ArHfK6b3alIveqORvr9hO4UtocTdNBhp0qY0dz9cukAu.jpg

No lugar onde ela pega água, uma situação difícil de acreditar: no leito do riacho que secou, os moradores cavaram buracos na tentativa de encontrar água, mas tudo o que acabam conseguindo é lama.

E não é só a família da Dona Raimunda que necessita dessa água. No município, são pelo menos 30 pessoas que precisam da mesma fonte pra sobreviver.

“A gente tem que remediar com o que tem”, disse Raimunda.

AiZH4g7HmCkjZx9GxvH6nSl3Z8lEq0pOkZRVyytNHD00.jpg

Seguindo viagem, não muito longe, a equipe encontrou o Vasco, a Cosmina e os dois filhos. Com ele, também saíram em busca de água. Agora num percurso bem mais longo do aquele da Dona Raimunda.

“Se não for forte e tiver coragem, não vive nesse lugar aqui”, afirmou Vasco de Jesus Rodrigues.

Vasco faz o percurso pelo menos três vezes ao dia. São quase duas horas caminhada. Para ter a água suja, eles fizeram um poço no leito de um riacho, que também secou. E ainda tem as abelhas, para dificultar um pouco mais.

“É importante pra nós e para os bichos. Se não tivesse ela não dava para viver”, ressaltou Vasco.

Ah-DcF5fU7tOTrwlYyEw0uGhy0Lhqe5vHxxRdubr0O_x.jpg

AsGRRufc7irnQ0_-sYFjDh4kiVu1bCCZINCgFh1_qG_b.jpg

AsI67xcoXZN6VPBpvYOmJ7NrrnV8khWOzHRc6d8Rv5dM.jpg

AsNIzYvF0tUXGxgKXg1a_bI1G6HhWmygv-eYCBVU4h-F.jpg

AuNhYkMlBIE5u_bpOdE89kY83M4RTeU54axcEiNGvG5B.jpg

Av4Mh4Z9Tm2PlnptgSNvXjGpMYLFT43GhvjtymFpzcLd.jpg

 

Fonte: Com informações do G1

VEJA TAMBÉM
© 2017 Corrente é notícia, todos os direitos reservados