Dia do Homem ressalta importância de cuidados com a saúde

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Comumente conhecida, a cultural relutância do público masculino em frequentar consultórios médicos e realizar exames com regularidade é uma prática que precisa ser aos poucos revertida. Bem além de uma data comercial, é com o objetivo de alertar para a importância da prevenção de doenças com diferentes origens, que o Dia do Homem é celebrado nesta quarta-feira (15).

A visita frequente ao médico de confiança pode ser decisiva em vários casos, em especial quando há ocorrência de doenças silenciosas, como é o caso de algumas doenças cardiovasculares.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia faz um alerta sobre isso. Segundo a instituição, a maioria das doenças não transmissíveis, entre elas as doenças cardiovasculares, não tem causa principal ligada a fatores genéticos, mas a fatores de risco ambiental e comportamental, que podem ser modificados.

A atual taxa de morbimortalidade e as perspectivas ascendentes para os próximos anos tornam as doenças cardiovasculares ainda mais notórias e preocupantes se considerado o quadro evolutivo de outras doenças. De acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), a projeção do crescimento da morbimortalidade por doença cardiovascular em todo o mundo, tomando como base o ano de 2040, eleva o Brasil à triste condição de campeão, estimando que o país atinja a marca de incremento de 250% quando comparado à China (200%) e à Índia (180%).

Homens morrem mais

No caso dos homens, a incidência é ainda mais grave. Dados do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia apontam que 60% das vítimas fatais por doenças cardiovasculares são homens, com média de idade de 56 anos.  Infarto, acidente vascular cerebral, arritmias cardíacas, isquemias ou anginas são exemplos de enfermidades responsáveis pelos altos índices de mortalidade.

O cardiologista Victor Lira (foto acima) afirma que a frequência de doenças cardiovasculares em homens pode estar diretamente ligada ao estilo de vida adotado por boa parte deles. “Não é uma regra geral, mas muitos homens não desempenham nenhum tipo de atividade física, possuem uma alimentação muito calórica e consomem bebidas alcóolicas em excesso; fatores que facilitam o aparecimento de problemas no coração e nas artérias. Além disso, é cultural que as mulheres procurem mais o médico do que os homens”, explica.

A ida com menos frequência ao médico, a demora do paciente no retorno dos exames e a resistência em ministrar corretamente a medicação prescrita pelo médico compõem um cenário propício para possíveis sustos, como infartos. Infelizmente, muitos homens só começam a dedicar tempo e cuidados com a saúde depois desses sustos.

Para evitar surpresas desagradáveis, a melhor conduta é a prevenção. Em consultas regulares ao médico é possível que o paciente monitore a pressão arterial, nível de açúcar no sangue e colesterol, assim como, controle o peso, consiga uma orientação nutricional e uma avaliação física profissional. “A medicina preventiva ainda é a alternativa mais eficiente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico dos fatores de risco- sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol- maiores as chances de tratamento e cura para o paciente”, finaliza Victor Lira.

Fonte: Ascom

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