Novas regras para parto cesário visam diminuir casos de prematuridade

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Começam a valer as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para estimular o parto normal e reduzir as cesarianas desnecessárias.

Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos na rede privada é de 84,6%. A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: o parto prematuro aumenta em 120% a probabilidade da criança desenvolver a Síndrome da Angústia Respiratória e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados a prematuridade.

Para Soraia Albuquerque, apoiadora do Ministério da Saúde na Estratégia Rede Cegonha no Piauí, “além de custar mais para o Estado e ser uma cirurgia de média/alta complexidade, o parto cesariano eleva o número de bebês que nascem prematuros e a prematuridade está diretamente ligado, segundo estudos científicos, aos altos números nos índices de violência, autismo e uso de drogas”, informou.

“Depois de anos de trabalho para melhorar esses índices, vimos a tendência à mudança de cultura nas novas gerações, que estão buscando mais o parto normal, sobretudo o humanizado. Por isso, cada vez mais recorrem à Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), porque somente lá existe Centro de Parto Normal humanizado, não tem na rede particular. O que é melhor para gestantes, para os bebês e para a família”, disse a apoiadora.

Investimentos na Rede Cegonha

A Secretaria de Estado da Saúde investe mais de 13 milhões em construção, ampliação e reforma de hospitais do interior, principalmente em ambientes que fazem parte do Programa Rede Cegonha.

O investimento contempla os municípios de Amarante, Canto do Buriti, Esperantina, Floriano, Parnaíba, Picos, Oeiras e São Raimundo Nonato em Centros de Parto Normal; Casas de Gestantes, Bebês e Puérperos; Unidades de Terapia Intensiva; Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais, maternidades e ambulatórios.

Os recursos aplicados são no total de R$ 13.076.285,75, sendo R$ 7.239.381,98 provenientes do Ministério da Saúde e R$ 5.836.903,77 do Tesouro Estadual. “Na política da Rede Cegonha, em parceria com o Ministério da Saúde, estamos viabilizando para algumas unidades hospitalares esse investimento com a perspectiva de melhorar o acesso e qualificar o atendimento no que diz respeito à assistência ao parto e à gravidez de alto risco que hoje se concentra nos hospitais de Teresina. Deste modo, estaremos oportunizando às mulheres, nesse momento tão importante da vida delas, um lugar mais próximo às suas residências”, declarou o secretário de Estado da Saúde, Francisco Costa.

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